Como evitar o efeito sanfona ao fazer dieta

Quando queremos eliminar aqueles quilinhos a mais, pensamos em muitas opções alternativas e, sobretudo, naquelas que possam oferecer resultados imediatos. Vamos dar um exemplo: as famosas “dietas para perder cinco quilos em uma semana” ou as “dietas milagrosas”, que dizem acabar com 10 ou 20 quilos em menos de um mês.

É lógico que estas opções são tentadoras, afinal, gostaríamos de perder muitos quilos em pouco tempo, principalmente quando temos pressa de emagrecer em virtude da proximidade de um evento em particular, como o verão. Isto ‘seria o ideal”. Entretanto, mesmo que seja possível perder tanto peso, o problema é manter tal conquista com o passar do tempo sem sofrer com o famoso “efeito sanfona”, tão temido por todos.

Embora este problema seja bem conhecido, muitas pessoas se submetem a dietas estritas (consumo de 600 a 800 calorias por dia), as quais realmente podem ser eficazes, mas apenas a curto prazo. Com o tempo, existe a probabilidade de recuperar o peso perdido e até engordar após o fim da dieta, algo que não acontece com tanta intensidade no caso de uma alimentação hipoclórica comum (consumo de 1200 a 1500 calorias diárias) com ingestão adequada de nutrientes.

Como evitar o efeito sanfona ao fazer dieta

Os motivos são variados:

Os mecanismos hormonais que fazem o corpo emagrecer e engordar todos os dias e a falta de calorias provocam uma desordem no organismo, o qual se defende fisiologicamente. O corpo precisa de uma quantidade mínima de energia para funcionar perfeitamente e, quando isto não acontece por meio da alimentação, surge um sinal de alerta e a ativação de um “armazenamento” que causa:

Redução do gasto metabólico; gasto de menos calorias por cada grama de alimento consumido. Aumento do apetite em virtude da pouca alimentação. Maior probabilidade de superalimentação, que vai ocorrer em algum momento. Em poucos dias, a necessidade física de comer fica insuportável e há a ingestão excessiva de alimentos, devido à deficiência calórica prolongada.

Consequentemente, o efeito sanfona é inevitável, pois o corpo continua a agir como no sistema de “pouco consumo”: armazena mais e gasta menos, ainda que você coma pouquíssimo.

O ideal é seguir uma dieta hipocalórica específica para cada pessoa, de acordo com suas peculiaridades biológicas, físicas e socioculturais. Assim, não adianta seguir fielmente uma dieta modelo que não se adeque ao lugar em que você vive, a seu trabalho, situação econômica, quantidade de atividades físicas e gostos alimentares, pela simples razão de que não será possível sustentá-la com o tempo.

Os regimes estritos não falham apenas no processo de emagrecimento. Além disso, afetam o humor de maneira negativa pois, ao não cumprirem as expectativas, levam à frustração, à desistência e ao maior aumento de peso.

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